27/05/2012
O Cotidiano 4 x 7 - O Treino
Existe um velho ditado japonês que diz: " Pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota.", e a partir daquele momento em diante, este era meu lema. Tinha me inscrito para participar do time de basquete do Tênis Club. Tomei a iniciativa por dois motivos. Primeiro, eu queria um desafio em minha vida e segundo, eu adorava jogar basquete.
Alguns anos atrás, quando ainda era um colegial, meus amigos e eu começamos a nos interessar por basquete, quando nas estressantes aulas de Educação Física não conseguíamos ter um bom rendimento. Com uma bola em mãos, jogamos basquete na quadra do colégio e daí em diante descobrimos que aquele esporte nos interessava muito mais do que pudéssemos imaginar.
O desafio que necessitava enfrentar naquele momento era algo muito pessoal. Não podia explicar, mas apenas sabia que devia ter algo diferente em minha vida. É como quando você é criança e precisar tirar as rodinhas de apoio de sua bicicleta e começar a andar sem ajuda. Essa é a vida. Nos surpreende a todo momento, seja você uma criança, um jovem ou um idoso.
Na tarde daquela terça-feira de maio, o tempo estava fechado. O céu azul com contrastes escuros previa um tempo de chuva que duraria por pelo menos os próximos cinco dias. Eu estava no Tênis Club com minha mochila nas costas e o coração na mão de ansiedade pelo que estava por vir. Eu queria viver uma emoção. Sentir a pele arrepiada, me sentir vivo.
- Você é o Bruno? - Um homem baixo e careca com um enorme bigode na cara veio em minha direção. Suas roupas esportivas deixavam claro que ele poderia ser treinador de esportes.
- Sou sim. - Disse me virando lentamente para ficar de frente para o homem.
- Eu sou seu treinador de basquete. - O homem estendeu a grande mão gorda para me cumprimentar. - Meu nome é Hugo. - Se você puder me acompanhar, quero te mostrar a nossa quadra.
Hugo me levou para uma parte do Club na qual eu nunca tinha estado antes. Caminhamos por entre alguns portões e vários lances de escadas e quando me dei conta já estávamos dentro do gigante ginásio de esportes. O ginásio era fechado e o piso de madeira cheirava a plástico novo.
- Aqui é nossa quadra, onde você irá treinar todos os dias com os outros garotos. - Hugo apontou para a quadra onde cerca de três rapazes altos pareciam treinar arduamente. - E quando eu digo todos os dias, isso significa todos os dias mesmo. - Ele disse dando uma leve piscadela.
- Certo. - Falei sentindo um misto de medo e ansiedade tomar meu eu.
- Vamos descer lá para você conhecer os caras! - E dizendo isso, Hugo começou a descer as arquibancadas até chegar à quadra, eu no seu encalço.
- Corujas! Quero que vocês conheçam seu novo colega de time, Bruno. - Hugo apontou para mim e eu apenas acenei para todos os outros caras.
- Estes aqui são Samuel, Ed e Kino - Disse Hugo enquanto apontava respectivamente para os três rapazes. Samuel, o primeiro, era alto e branquelo dos cabelos loiros. Já Ed era negro com os cabelos black power e assim como Samuel, era também muito alto. Kino era descendente de japonês e era um pouco mais baixo do que os outros dois rapazes, mas não deixava de ser alto, tinha o cabelo liso e molhado esparramado por todo seu rosto. - Ainda falta um garoto, ele já está para chegar, mas enfim, vamos ao que interessa?
Durante os quinze minutos que se passaram, o treinador Hugo me explicou as regras do basquete, jogadas legais e grandes astros pelo qual já tinham passado naquele ginásio.
- Mas então, você jogava antes? - Ed me perguntou enquanto corríamos em volta da quadra.
- Eu jogava com meus amigos no colégio, mas nós não tínhamos regras... Jogávamos por diversão. - Expliquei com sufoco devido À canseira de estar correndo.
Logo após corrermos dez voltas em volta da gigante quadra, eu já estava extremamente esgotado, mas o treino mal começara.
- Isso vocês farão todos os dias e... - Hugo estava falando mas foi interrompido pelo barulho de uma porta de metal que batia atrás de nós. De lá, uma pessoa veio em nossa direção correndo, quando se aproximou não pude tirar os olhos do rapaz. Seu rosto estava completamente desfigurado, então com um pouco de esforço percebi que conhecia aquela pessoa, fazendo meu coração gelar. Aquele era Felipe.
- Esse aqui é o Felipe. - Hugo pegou o braço de Felipe com cuidado e fez com que ele viesse até perto de onde eu estava, ficando frente a frente comigo. - Quero que você conheça seu novo amigo, esse aqui é o Bruno, ele vai começar a treinar a partir de hoje conosco.
Encarei Felipe. Estava em choque, não sabia como reagir. Seu rosto desfigurado era agonizante. Os olhos não se abriam por completo, e era como se a pele, extremamente vermelha, tivesse sido derretida por sua face. Os cabelos já não existiam mais. E algumas parte de seu braço também estavam queimados.
- Mas, mas... - Gaguejei.
- Oi Bruno, prazer em conhecer você. - Felipe esticou a mão para me cumprimentar e me olhou fixamente nos olhos.
Apenas cumprimentei. Minha reação não poderia não ser outra a não ser surpresa em tudo o que meus olhos estavam presenciando. Felipe tinha sobrevivido ao acidente e estava ali, vivo, no mesmo time de basquete que eu.
- Espero que você não se importe com minha aparência... - Felipe falou baixo, desviando o olhar dos meus olhos e encarando algum ponto fixo atrás de minha cabeça. - Eu sofri um acidente com um incêndio, mas agora estou retomando minha vida e decidi começar por aqui.
- Claro, claro. - Eu disse olhando assustado para Felipe. Não sabia o motivo dele estar fingindo não me conhecer.
Treinamos alguns movimentos de basquete durante quarenta minutos e quando estávamos saindo para ir tomar uma ducha, o treinador Hugo me puxou pelo braço para uma conversa em particular.
- Bruno, percebi que você tem um grande potencial para jogar basquete, claro que tem muitas coisas para melhorar, mas obviamente isso vai acontecer já que este é seu primeiro dia... Outra coisa que gostaria de dizer é para que você seja legal com Felipe, ele sofreu esse acidente e sobreviveu, os médicos achavam que ele não ia durar muito mas o garoto é forte e olha aí onde está... - Hugo deu um singelo sorriso. - Mas precisamos ser cuidadosos, não sei se ele suporta grandes emoções, você sabe, no dia do nosso jogo não poderei colocá-lo como titular do time, mas ainda não vou dizer nada a ele...
- Eu entendo treinador. - Falei sério.
- Mas eu espero que você entenda a situação. - O treinador Hugo me deu um olhar de compaixão e eu apenas acenei com a cabeça e segui para o vestiário com os outros caras.
Felipe não falou comigo e sequer olhou para mim durante todo o tempo que ficamos no vestiário, mas no momento em que ele estava se retirando do vestiário corri ao seu encalce e segurei seu braço, fazendo com que ele me olhasse no fundo dos olhos.
- Espera aí Felipe, o que aconteceu? Eu não sabia que você estava vivo!
- Desculpa, do que você está falando? - Felipe parecia um pouco atordoado.
- Do acidente! Você sobreviveu!
- Sim, sobrevivi a um acidente aéreo no começo do ano.
Fiquei pasmo. Acidente aéreo? Não sabia o motivo pelo qual ele estava dizendo aquilo. Será que tudo não passava de alguma brincadeira? Algum tipo de trote? Eu estava extremamente confuso.
- Preciso ir Bruno, preciso ajudar meu pai no serviço dele ainda, por sinal ele já está me esperando lá fora... Te vejo amanhã!
Meus olhos não piscaram enquanto viam Felipe se afastar para fora da quadra. Fiquei estacionado onde estava por alguns momentos sem acreditar em tudo o que estava acontecendo.
Quando cheguei em casa corri para encontrar Rogério que estava sentado no sofá lendo um livro estranho de capa grossa.
- Acabei de comprar esse livro no sebo, mal posso esperar para começar a faculdade no meio do ano! - Rogério sorria por detrás do livro animado.
- Rogério, você não vai acreditar no que eu vou te contar, mas...
- Me conta logo!
- Eu estava no treino de basquete e...
- Treino de basquete? Que treino de basquete? - Rogério ergueu uma sobrancelha.
- Ah, eu me inscrevi para participar do time de basquete do Tênis Club, mas não era bem isso que eu queria te contar. - Fiquei sério e olhei para Rogério que estava com os olhos arregalados de curiosidade para saber o que mais de novidades eu tinha para contar. - O Felipe está vivo!
- Como? - Rogério piscou parecendo não ter entendido o que eu acabara de dizer. - Você disse que o Felipe está vivo? Você sabe que isso é impossível, já que ele morreu no acidente, que por sinal você estava junto.
- Não! Aí é que está! Ele está vivo, está com o rosto desfigurado, parece bem frágil, mas está vivo! - Falei exaltando a voz.
- Mas... - Rogério se perdeu em seus próprios pensamentos.
- Essa também foi minha reação. Mas o pior é que ele não se lembra de nada, ou pelo menos parece que não se lembra...
- Ele não se lembra de você?
- Não. Ele me disse que sofreu um acidente aéreo no começo do ano.
- Acidente aéreo? - Rogério deu um grito. - Ele tá doido?
- Isso é que eu não sei. - Agora era eu que estava perdido em pensamentos.
Não sabia o que realmente tinha acontecido com Felipe após aquele acidente que quase nos matou, mas algo eu sabia, Felipe estava vivo.
22/05/2012
Why Not é o próximo da lista!
"Se você perder um momento, você pode perder tudo..." é o que diz a música tema de WHY NOT (2007), um filme que sem dúvidas é um dos meus preferidos!
Why Not é o próximo filme a ser restaurado e lançado em HD. Ainda não posso afirmar a data do lançamento, mas posso garantir que será muito em breve! Logo que tiver mais informações eu aviso a todos!
Mal posso esperar para ver Why Not em HD no Youtube! E você?
xx
Bruno Henrique Gordon
Why Not é o próximo filme a ser restaurado e lançado em HD. Ainda não posso afirmar a data do lançamento, mas posso garantir que será muito em breve! Logo que tiver mais informações eu aviso a todos!
Mal posso esperar para ver Why Not em HD no Youtube! E você?
xx
Bruno Henrique Gordon
20/05/2012
O Cotidiano 4 x 6 - A Nova Etapa
Rafinha costumava me ligar sempre que tinha algo de interessante ou algum problema para compartilhar. Mas dessa vez, seu problema, ou algo interessante podia ser extremamente importante, por isso, sem avisar ele apareceu em casa naquela tarde ensolarada. porém fria de maio.
- Tive um sonho estranho. - Rafinha me olhava enquanto entrava pela sala e se dirigia até o sofá.
- Sonhos estranhos, tenho mestrado nesse assunto. - Falei com um sorriso sarcástico.
- O quê?
- Não, desculpa. - Balancei a cabeça rapidamente. - Me diz com o que você sonhou?
- É meio que bobo...
- Conta logo... - Falei forçando um sorriso.
- Você não pode rir mano...
- Desembucha.
- Ta bem. - Rafinha se ajeitou no sofá parecendo levemente nervoso. - Sonhei que...
- Qual é o lance? - Rogério entrou na sala. Seus cabelos ruivos estavam bagunçados e cobrindo seus olhos, parecia que ele tinha acabado de acordar.
-Ãh... - Rafinha parecia muito sem graça.
- É hoje viu! Se você contar seu sonho logo eu conto o que aconteceu comigo ontem a noite! - Disse decidido.
- Ontem a noite? Mas nada aconteceu ontem a noite, nós estávamos aqui... - Rogério parou de falar e ficou pensativo por alguns milésimos de segundo, então como em um estalo fez uma expressão de satisfação. - Ah, já entendi...
- Ta bem, eu conto. - Rafinha olhava para a TV ligada que passava Pulp Fiction. - Tive um sonho meio bobo. Sonhei que você beijava a Lúcia.
- Eu? - Falei logo após engasgar com minha própria saliva.- A Lúcia?
- É...
- A Lúcia é como uma irmã para mim, assim como você e a Elisa. - Falei, mas ao perceber o olhar severo de Rogério, conclui. - E o Rogério também.
- Eu sei bem disso... - Rafinha continuava olhando para a TV.
- Mas por que toda essa preocupação?
- Bom é que...
- Você gosta dela não é? - Rogério parecia tão interessado na história como se aquilo fosse uma novela mexicana. - É claro que gosta!
- Não... É... - Rafinha ficara mais vermelho do que o normal. A última vez que o tinha visto tão vermelho fora quando ele me contou que estava apaixonado pela nossa professora na quinta série. - Ah ta bom! Ta bom! Eu amo a Lúcia, se é isso que vocês querem ouvir! E fico com ciúmes toda vez que eu vejo ela conversando com os amigos dela na faculdade...
- Ahá! Sabia! - Rogério deu um pulo do sofá e apontou para Rafinha.
- Mas, o que houve para toda essa manifestação bem agora? - Falei um tanto quanto confuso.
- De um tempo pra cá eu sinto que algo mudou em relação à Lúcia. Algo que eu já sentia desde criança, mas que está mudando...
- É o amor se manifestando! - Rogério ria. - Você precisa demonstrar isso para ela meu irmão!
- Não! - Rafinha parou bruscamente. - Já chega desta história, que eu me lembre o Bruno queria nos dizer algo que aconteceu ontem a noite, não é mesmo Bruno?
- A Mariana me beijou. - Falei no ato.
- Te beijou? Tipo, te beijou. - Rafinha fez um gesto de aspas com as mãos. - Beijou como?
- Simplesmente beijou. - Eu disse enquanto pensava no que tinha acontecido. - Eu senti como se fosse a primeira vez que nós tivéssemos nos beijando.
- Então foi um beijo de "Te amo e quero voltar com você, casar com você e ter lindos filhos gêmeos e morar em uma bela casa no sul para o resto da vida" ou foi um beijo de "Sou lésbica e adoro me aventurar em um romance hétero de vez em quando"? - Disse Rafinha me encarando sério.
- Nem um nem outro.
- Então o que esse beijo significou para vocês? - Rogério resolveu palpitar.
- Não sei. - Fiquei confuso por um instante. - Mas acho que nada. - Eu estava mentindo.
- Nada? Tipo, nada mesmo?
Eu não sabia o que aquele beijo tinha realmente significado. Se eu amava Mariana? A resposta era obviamente sim. Se eu tinha gostado daquele beijo? Com toda certeza do mundo, sim! Mas o que aquele beijo significava, eu já não saberia responder.
- Vocês vão voltar?
- Eu acho que não...
- É isso mesmo meu amigo! Você não pode deixar uma garota brincar dessa forma com seus sentimentos! Nunca! - Rafinha estava em um tom divertido, porém sério.
Toda vez que pensava em Mariana, algo revirava em meu estômago, mas dessa vez eu estava um pouco mais apático em relação à tudo. Fui para a Faculdade naquela noite como em qualquer outro dia normal. Assisti às aulas normalmente. Eu estava bem, até o momento da última aula. Aquela era uma aula em que costumávamos discutir assuntos dos mais variados tipos, mas exatamente naquela aula eu tive uma idéia um pouco maluca.
- Vou fazer isso! - Falei sem pensar durante a aula.
- Desculpa, vai fazer o que Bruno? - O Professor disse me olhando no fundo dos olhos.
- Ãh, não é nada não! Desculpa Professor, só estava pensando alto.
Voltei para casa com Rafinha. No meio do caminho paramos para pegar Elisa e Lúcia. O clima naquele carro não poderia ser mais estranho.
- O quê foi? - Rafinha disse, ficando vermelho, enquanto eu o encarava.
- Ué, o que está rolando aí? - Lúcia que estava no banco de trás se apoiou no banco de Rafinha para descobrir o motivo daquele silêncio tão enigmático.
Rafinha olhou Lúcia nos olhos pelo retrovisor do carro, mas nem notou que na rua Mariana tinha nos visto e acenava alegremente para mim. Apenas dei um tchau discreto. O que eu tinha mente naquele momento não envolvia Mariana, não envolvia meus amigos, afinal eu tinha assuntos para tratar comigo mesmo.
Quando cheguei em casa procurei na internet algo que eu pudesse fazer para me focar, algo que não dependesse de Mariana ou de meus amigos. O que eu queria era superar meus obstáculos e provar para todos que eu podia ir além.
Me inscrevi então no time de basquete do Tênis Club pela internet. Fui dormir ansioso. Estava começando uma nova etapa em minha vida, e fazer com que essa etapa funcionasse, dependia apenas de mim.
Continua...
História: Bruno Henrique Gordon
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17/05/2012
Um momento de amor, bebidas e conversas
Droga.
Já passa da 01:35 da manhã e eu estou acordado em plena quinta-feira.
Nã tenho me controlado muito nestes últimos dias.
Durmo tarde, acordo cedo. Ou durmo no sofá assistindo TV e perco o sono logo em seguida.
Foi isso que aconteceu hoje. Simples assim.
Como ultimamente não tenho trabalhado como Designer, isso me faz um pequeno despreocupado.
Mentira! Não estou despreocupado.
As vezes me preocupo até com pequenas coisas "inepreocupáveis".
Mas fazer o quê? Esse sou eu. Desde sempre agindo assim.
Desde não sei quando que penso em tirar minha carta, me via dirigindo. É estranho agora me ver dirigindo, mas não diria que é estranho em um sentido ruim. É bom! É muito bom! É tipo, viciante!
Mas o quê realmente me preocupa?
As pequenas coisas... Denovo, as pequenas coisas.
Mesmo sabendo que são fúteis, que um dia deixarão de existir. Mas elas estão lá, continuam na minha cabeça. Coisas chatas.
Então, acho que resolvi começar uma filosofia de vida diferente. Estou dizendo isso, aqui e agora para todos vocês. Na calada da madrugada, já que não tenho nada para fazer.
Mentira denovo. Eu tenho coisas para fazer, eu sou uma pessoa ocupada sim. Não me oprimo.
Vou a partir de agora fazer o que me faz feliz sem me preocupar.
Me preocupar "pra quê"?
Se eu sei que sou capaz, sou bonito e inteligente. Ninguém pode roubar minha autoconfiança.
Isso é o que me motiva.
Por isso eu amo minha vida.
Me desculpem. Vocês nem precisam estar aqui lendo isso.
Mas eu gosto de conversar com vocês, meus melhores amigos!
E esse sou eu. O que eu poderia fazer?
Eu bem que avisei em algum momento que falaria demais...
Boa noite!
Bruno Henrique Gordon.
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Pensamentos
13/05/2012
Estou Feliz porque você veio!
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| Eu com Mamãe e Bia |
Olá todo mundo!
Primeiramente FELIZ DIA DAS MÃES para todas as mães do mundo e para minha mãe especialmente né?
TE AMO MAMÃE!
Bom, vamos lá!
Primeiramente, hoje devido ao Dias das Mâes não teremos O Cotidiano! Bruno vai curtir com sua mamãe o dia especial das mães, mas no domingo que vem nós estamos de volta! *** ATENÇÃO AS PRÓXIMAS LINHAS CONTÉM SPOILERS ***
O que será que acontece depois do beijo de Bruno com Mariana? Será que isso significa que eles estão voltando? E quanto à Amanda? Como ela fica nessa história? E aqueles sonhos estranhos que o Bruno estava tendo ultimamente?
Todas essas respostas serão respondidas nos próximos capítulos de O Cotidiano e se eu fosse você não perderia por nada nesse mundo!
É isso aí!
Mas voltando ao assunto de Dia das Mães, eu tive um final de semana maravilhoso com minha mãe (claro) e meus primos! Nos divertimos bastante e assistimos o Blu Ray do Planeta dos Macacos! Haha, incrivelmente incrível!
Bom, vou postar bastante aqui durante a semana. Acho que to bastante falante, quero falar muito essa semana!
Acho que é isso então né?
Vou deixar uma música agora.
Fiquem os incrivelmente incríveis Macacos do Artico, ops... Arctic Monkeys!
R U MINE?
Bye!
Bruno Henrique Gordon
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Experiências,
Música,
Pensamentos
06/05/2012
O Cotidiano 4 x 5 - O Beijo
O frio, trazido por uma forte frente fria, era congelante no meio daquelas enormes árvores. Nós não estávamos muito preparados para encarar o frio, mas não podíamos negar que João e sua família tinham cuidado de nós com o maior cuidado possível e todos estávamos muito agardecidos por tudo o que eles haviam feito por nós.
Na manhã seguinte que se passou ao incidente, Marta nos acordou cedo e preparou um café quente em seu fogão de lenha. O calor do fogo aqueceu toda a casa e pudemos ficar ali por perto enquanto esperávamos por notícias de nossas famílias que insistiam em vir nos buscar.
Vozes desesperadas vinham do lado de fora da casa. Logo, vimos uma mulher com cabelos enrolados e vermelhos vindo correndo em direção da casa.
- Tem alguém aí? - Cristina gritava.
- Mãe! - Elisa abriu a posta e correu para abraçar sua mãe do lado de fora da casa. - Como a senhora nos encontrou?
- Pelas coordenadas que o Rogério me passou, conseguimos chegar até aqui perto...Mas então nos perdemos ali em cima perto de um grande tronco que caiu, certamente com a tempestade, mas não se preocupem que sabemos voltar, não é mesmo Márcia?
Minha mãe saiu do carro, parecia zangada. Fuiem sua direção para um abraço e ela tratou de puxar minha orelha.
- Vocês também hein! O tempo virou e então vocês resolveram voltar?
- Não foi bem isso mãe... - Falei envergonhado.
Minha mãe e Cristina agradeceram João e sua família o tempo todo e fizeram um convite para que eles pudessem vir até nossas casas qualquer dia.
- Não precisa se preocupar não, minha senhora. - Marta falava calmamente para minha mãe.
- Mas de forma alguma que vai ser incômodo! Vocês acolheram nossas crianças e queremos retribuir isso de alguma forma.
Nos despedimos de Marta e Caio, prometendo levá-los em breve para conhecer nossa cidade e passar um dia conosco. João foi no carro de minha mãe até certo ponto onde poderíamos visualizar a rodovia e logo em seguida desceu do carro, onde veio até o outro carro para se despedir de nós.
- João, nem sabemos como lhe agradecer... Nos estávamos completamente perdidos e... - Rogério olhava atentamente para João que estava encostado na janela do carro.
- Deus permitiu que vocês me encontrassem ontem a noite. Acredite, ele sempre está conosco.
Seguimos nossa viagem e João ficou para trás acenando. Esperava de verdade que em breve, pudéssemos buscá-lo para poder recompensá-lo de alguma forma, afinal aquele homem e sua família nos acolheram.
No carro, Rogério dirigia e eu ao seu lado tentava deixar o clima divertido, Rafinha estava atrás acompanhando a conversa. Elisa, Lúcia e Mariana no outro carro.
Chegamos em casa por volta do meio dia e já fomos comer nossos sanduíches que foram comprados no Subway durante o caminho. Sem dúvidas era um alívio estar em casa são e salvo.
-Poderíamos ter sido engolidos por algum tipo de canibal, ou sei lá! - Rafinha gesticulava as mãos enquanto falava agitado.
- Por favor né? Não exagera! - Elisa ria das historias mirabolantes de Rafinha.
Logo, cada um estava indo para sua casa, pois o cansaço era grande de toda aquela grande aventura. Mariana continuou sentada comigo e Rogério no sofá, conversando mais um pouco.
- Podemos tirar algo de bom disso tudo... - Mariana começou. - Ainda existem boas pessoas no mundo né?
- Sem dúvidas ainda existem... - Rogério riu baixo. - Mas agora vou me deitar, dirigir depois de tudo foi demais para mim, sabe como é...
Mariana e eu ficamos no sofá, sentados olhando a TV.
- Queria te dizer que eu até gostei de tudo... Foi emocionante e divertido. - Mariana disse enquanto encostava a cabeça no meu ombro.
- Pior que foi uma aventura né? - Respondi.
Nos encaramos nos olhos. Senti meu estômago queimar como se tivesse uma fogueira lá dentro. Não tinha estado só com Mariana fazia um bom tempo e então depois de um longo e bonito segundo, nos beijamos calorosamente.
Após o beijo, Mariana voltou a me olhar nos olhos e disse:
- Se cuida Bruno, vai descansar. - E dizendo isso ela saiu pela porta da frente, me deixando ali sentado, com um sorriso bobo no rosto.
Continua...
História: Bruno Henrique Gordon
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29/04/2012
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